segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Bye, bye world

por Robin Siteneski

Olá, internautas. Ou melhor, até logo. Nesta segunda-feira (6), Robin Siteneski e Samuel Rodrigues encerrram as atividades de O Foco e a Foca. Depois de 12 postagens sobre cultura, política, jornalismo e comportamento, deixamos aqui nosso muito obrigado a quem visitou o blog.

O Foco e a Foca foi criado para praticar o que aprendemos em sala de aula na disciplina Jornalismo Online, ministrada pela professora Marlene Branca Solio, do curso de Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo da Universidade de Caxias do Sul. Apartir de hoje, deixamos de alimentar o blog, mas, no espírito colaborativo da internet, deixamos o conteúdo na rede para quem quira ver ou rever nossas reportagens.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Caxias do Sul em Tempo Real

Por Samuel Rodrigues

Neste fim de semana, dois eventos realizados em Caxias do Sul tiveram cobertura em tempo real via internet, em duas iniciativas inéditas e muito criativas.

Na sexta-feira, ocorreu no Leeds Pub a festa de aniversário de um ano do jornal O Caxiense. Conhecido pela sua forte presença na internet, o jornal não marcou bobeira e fez bonito, disponibilizando no bar um notebook com acesso a internet para as pessoas presentes na festa acessarem o Twitter e falarem sobre o evento, utilizando a hashtag #ocaxiense1ano. Os tweets com a tag eram exibidos em tempo real no telão do bar, permitindo aos convidados lerem as impressões obtidas da festa pelo pessoal que estava lá e as felicitações enviadas pelos internautas que não puderem comparecer mas marcaram presença pela rede social. Os parabéns e a cobertura realizada pelos próprios convidados você confere clicando aqui.

No sábado foi a vez do Manifestasol, evento cultural surgido da urgência de um canal alternativo para a exibição de trabalhos independentes de artistas da cidade. Depois de uma divulgação forte no Twitter, no blog e por meio de e-mails, o festival exibiu as apresentações ao vivo através de um canal criado no site Ustream, próprio para exibições na internet. A medida que os shows terminavam, o perfil do Twitter do festival também trazia maiores informações, mantendo o povo de casa atualizado sobre o evento, que começou as 14h30 no Largo da Estação Férrea e terminou em torno de 3h20min da madrugada de sábado para domingo.

Duas iniciativas muito interessantes que comprovam o poder cada vez maior das redes sociais na comunicação, criando novas alternativas para fugir do mais do mesmo na cidade.

Parabéns a todos os envolvidos!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A mídia e o preconceito de classe

por Robin Siteneski

Os comentários, no mínimo, infelizes, de Luiz Carlos Prestes na RBS TV Santa Carina no dia 17 de novembro escancaram algo que esteve escondido sob finos panos durante a campanha presidencial deste ano. O preconceito de classe não só persiste no país, como a intervenção do comentarista da afiliada da Rede Globo torna inadiável a discussão da ignorância daqueles que insistem em julgar brasileiros, em especial, nordestinos, título pronunciado com desdêm, como menos capazes por causa de sua condição social.

Assista à íntegra do comentário:




Felizmente, o caso não passou sem receber atenção. Além da indignação que se espalhou na internet a partir de blogs progressistas, o Senado também entrou na discussão. Ideli Salvati (PT-SC) discursou sobre o assunto e Magno Malta (PR-ES) sugeriu que os concessionários da RBS fossem chamados às falas na comissão de Ciência e Tecnologia da casa.

Se a indicação de Malta se confirmar, significará um grande avanço na discussão sobre como as concessões públicas de rádio e televisão são utilizadas. Será que chegou a hora de tirarmos as vendas e debater amplamente o preconceito de classe no Brasil?

Assista à reação dos senadores ao comentário de Luiz Carlos Prestes:



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Crônica: Pela Cadeira de Noção

(originalmente publicada no Cometa Diário)

Por Samuel Rodrigues

Me lembro uma vez de uma comunidade do Orkut chamada "pela cadeira de noção". Como era bem explicado no perfil da comunidade, ela apoiava a instauração de uma cadeira de "noção" na faculdade, para tentar dar um pouco de bom senso a certas pessoas que entram no ensino superior com a mentalidade do ensino médio e acabam complicando a vida dos colegas em trabalhos em grupo, convivência pessoal e relacionamentos.

Depois de quase cinco anos no curso de Jornalismo, sou categórico em afirmar: sou a favor da cadeira de noção. Mas não no curso de Jornalismo. O motivo é simples: ela simplesmente destruiria o próposito do curso com todas suas forças e faltariam comunicadores no nosso dia a dia, dos fazedores de grandes reportagens aos operadores de TP. 

Por que isso? Convenhamos: quem, com um mínimo de noção, trabalharia no jornalismo? Encarar madrugadas a fio escrevendo, investigando, checando fontes, tudo na base da cafeína? Encarar a cobertura de um comício político tendo que escolher entre ficar no frio da bancada da imprensa, que corre o risco de cair com tantas câmeras em cima, ou ficar no calor do povo, escapando das bandeiradas?

(Aliás, se for para dar sugestão, que instaurem cadeiras no jornalismo que sejam integradas com Educação Física. Seriam muito mais úteis pras nossas formas rotundas de falta de exercício e cervejadas no happy hour)

Espremer-se entre outros jornalistas para conseguir a melhor foto. Esquecer da possibilidade da multa em troca da possibilidade do furo. Encarar nosso salário. Enfrentar nossa jornada de trabalho. Esquecer do nosso diploma... chega uma altura do campeonato em que você pensa: por que mesmo eu não fiz Engenharia?

A resposta é simples: porque você gosta de jornalismo.

Essa é uma conclusão que a gente só sente na pele. Só sente quando aquele crachá escrito "Imprensa" pesa no pescoço. Quando o Chatô pesa no ombro. Quando nosso vídeo é exibido na tela. Quando o nosso nome tá escrito no jornal. Por isso, reafirmo: instaurem a cadeira de noção. Mas não no jornalismo.

Nós não temos nenhuma noção.

E gostamos disso.

sábado, 20 de novembro de 2010

Leandro Fortes palestra na UCS nesta segunda (22)


por Robin Siteneski

O jornalista e professor da Escola Livre de Jornalismo (ESPM) Leandro Fortes estará na Universidade de Caxias do Sul (UCS) nesta segunda-feira (22). O repórter da revista Carta Capital falará sobre o tema de um de seus livros, Jornalismo Investigativo, a convite do Diretório Acadêmico (DA) de Jornalismo às 20h no auditório do Bloco H.

Lenadro Fortes já trabalhou no Jornal do Brasil, Zero Hora, O Globo, Correio Braziliense, Estado de S.Paulo, Época e TV Globo. Também foi chefe da Agência Brasil, da Radiobrás, e comentarista da Voz do Brasil, da Rádio Nacional de Brasília. Além de Jornalismo Investigativo, reprodução acima, o professor é autor de Cayman: o dossiê do medo, Fragmentos da Grande Guerra e Os segredos das redações.

Jornalista especializado em política, Leandro mantêm o blog Brasília, eu vi. A palestra é aberta à comunidade.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Coral municipal troca o rock pelo samba

por Robin Siteneski

Depois de 60 apresentações do espetáculo Celebration, o Coral Municipal vai cantar um ritmo que exige um molejo diferente. No próximo sábado, o grupo estreia Br da Paixão, espetáculo com músicas de Noel Rosa e Lupicínio Rodrigues. O Coral se apresenta no Teatro Municipal às 20h30min no dia 20 e, no mesmo horário, no domingo (21) e na segunda-feira (22).


Segundo a regente do coral, Cibele Tedesco, o grupo enfrentou um pouco de medo ao escolher o substituto do sucesso Celebration, mas está confiante que a boemia de Noel Rosa e de Lupicínio Rodrigues serão suficientes.

Os ingressos para as três apresentações são gratuítos e distribuídos na Casa da Cultura.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mas Bah Tchê!

Fotos, vídeos e relato apaixonado por Samuel Rodrigues



"Eu até me sentia cansada. Mas quando eu olhava pro palco e via aquele tiozinho de 68 anos pulando e cantando, eu sabia que não podia ficar parada."

Essa frase, pronunciada por muitas pessoas na saída do show de Paul McCartney no último domingo, dia 07, resumia bem o espírito da noite. Esbanjando carisma, profissionalismo e, acima de tudo o conhecido humor britânico, o ex-beatle encantou 52 mil pessoas em 3 horas de show, recheadas de clássicos dos Beatles, da sua banda Wings e de sua carreira solo.



Mas isso, claro, você confere em qualquer DVD da carreira solo de Paul, como no ótimo "Good Evening New York City", que cobre três noites da sua turnê de 2009 no então recém-inaugurado estádio Citi Field, em Nova Iorque. O que difere cada show de Paul é o preparo especial que ele tem ao conhecer cada cidade em que vai tocar. No seu DVD "Live In Quebec", de 2008, Paul deixa bem claro no início da apresentação que vai tentar falar em francês, mas que talvez se enrole (momentos em que é apoiado pelo telão, que legenda em tempo real o que fala). Em Porto Alegre, a intimidade com a língua local foi testada mais uma vez.

"- Eu vou tentar falar em português. Mas vou falar mais em inglês. Ok, now you know..."

E se, entre as canções, Paul testava seu português macarrônico em frases como "trilegal" e "ah, eu sou gaúcho", as músicas não deixavam a desejar. Depois do início com "Venus And Mars / Rock Show / Jet", as três dos Wings, Paul saudou a platéia e engatou "All My Loving", primeira canção dos Beatles da noite. O Beira-Rio veio abaixo. As cenas do filme "A Hard Day's Night" ("Os Reis do Iê-Iê-Iê" no Brasil) exibidas no telão da estrutura gigantesca levaram às lágrimas gerações de fãs dos Beatles (inclusive este que vos fala). Foi o momento em que todos perceberam a importância daquele verdadeiro maestro em cima do palco. E era só a 4ª música.



E pra quem na 4ª música já estava em prantos, o repertório de quase 3h ainda reservava outros 32 números, as últimas sete dos Beatles. Aquelas músicas de 40 anos atrás fazendo sentido como nunca fizeram denotam a verdadeira importância do quarteto de Liverpool na cultura pop: universalidade. Não há quem não os conheça, não há quem não tenha visto influência deles em outras bandas, não há quem negue sua importância. E um dos principais responsáveis por essa importância (e pela manutenção do seu legado) estava lá, todo "serelepe" em cima do palco, falando em um perfeito gauchês "MAS BAH TCHÊ!". 52 mil pessoas estão com um sorriso bobo no rosto desde então.

Obrigado Sir Paul.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

People Are Awesome

Por Samuel Rodrigues

Sexta-feira, meio da tarde, você aí pensando na chateação que vai ser o debate presidencial de hoje a noite e acreditando que se conseguir resistir a mais duas horas de trabalho pode se considerar um super-herói... pense de novo.

Os caras do vídeo abaixo, esses sim, são super-heróis.

Desde que Nick Hornby deixou bem claro no seu livro - e mais tarde filme - "Alta Fidelidade" ("High Fidelity", 2000) que "ok, listas são cool", o ser humano adora listar e fazer tops de qualquer coisa. Os livros mais lidos, os vídeos mais assistidos, as cinco cenas de humanos se machucando mais engraçadas do mundo... Com a ajuda do YouTube então, essas cenas ganham o mundo e frequentemente são compiladas de forma infame em vídeos como "Grandes Erros do Jornalismo", só pra ficar no nosso campo de atuação. Lamentável. Mas engraçado.

Fato é que finalmente algum bom publicitário pensou que talvez compilações de vídeos pudessem trazer algo de bom pras pessoas. E naturalmente, se tiver muitos views, a compilação pode promover alguma coisa. Uhmmm...  o YouTube é muito acessado por jovens. Que tal promover... uma banda? Uma música nova? O primeiro single do disco novo de alguma banda famosa?

Se não foi isso, foi quase isso que alguém da produção da banda britânica Hadouken! pensou. Depois de lançar um vídeo com a música "M.A.D." intitulado "100 Greatest Hits Of YouTube in 4 Minutes" (que se assemelha um pouco com o "Pork And Beans" do Weezer), a banda lançou o segundo single do álbum "For The Masses", Mecha Love, que ganhou um vídeo chamado "People Are Awesome" (algo como "Pessoas São Incríveis"). Enquanto "100 Greatest..." tem de bebês e tombos à cabeçada do Zidane, "People Are Awesome" tem verdadeiras cenas de "awesomeness", falando em bom internetês. Lançado no dia 25 de outubro, o vídeo já conta com mais de 2 milhões de views.

Digamos que, desde Jesus, ninguém caminhava na água com tanto estilo. Confere aí:



E então... acho que você consegue aguentar mais umas duas horinhas de trabalho né?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Concerto da Primavera reúne 4 mil na UCS

Por Samuel Rodrigues

No último domingo, dia 24 de outubro, a Orquestra Sinfônica da UCS realizou juntamente com a banda Hardrockers a edição anual do Concerto da Primavera. Com o tema "Rock In Concert", a orquestra e a banda apresentaram clássicos como "We Will Rock You" e "Who Wants To Live Forever", do Queen, "Jump" do Van Halen e "November Rain" do Guns 'n' Roses, que inclusive foi o bis do concerto.

A apresentação começou com cerca de meia hora de atraso, que se atrasou o show, pelo menos fez com que o concerto fosse realizado quase todo abaixo do sol forte, ao invés do frio do início da manhã. A Unimed, patrocinadora do evento, distribuía chapéus de aba larga, que como foi muito observado pelo maestro Manfredo Schmiedt, deixou o público todo "com cara de chinês."

O maestro aliás, é sempre um dos pontos altos dos concertos da orquestra: sempre de bom humor, ele explicou a dança da chuva ao público, interagiu com a banda e até mesmo tocou uma música de sua antiga banda de garagem de 20 anos atrás, ironicamente chamada de... Garagem. "As pessoas não conheciam esse meu passado oculto... até agora", disse ele sorridente, antes de sentar ao piano e começar os acordes de "Masquerade", onde além de tocar, cantou.

Segundo a organização do evento, 4 mil pessoas prestigiaram a apresentação. Confira abaixo "Rock You Like a Hurricane", da banda alemã Scorpions, que fechou o concerto.


Crítica: A Lenda dos Guardiões

Por Samuel Rodrigues

Hollywood é acostumada a trabalhar com arquétipos. Não é de hoje que o cinema e a contação de histórias baseiam-se em perfis de personagens e histórias conhecidas do público, que vem sendo contadas há anos, apenas mudando um detalhezinho aqui ou ali. Sai ficção científica, entra magia. Saem bruxos, entram vampiros. E por aí vaí... Essas coincidências são facilmente percebidas nas brincadeiras com as semelhanças entre os roteiros de Harry Potter e Star Wars, ou o mais recente sucesso Avatar e sua contraparte Pocahontas.

Fato é que desde que Joseph Campbell definiu a jornada do herói no seu livro "O Herói de Mil Faces" (link aqui) é fácil identificar o caminho e as provações que o herói terá de enfrentar do início ao fim de uma história: início humilde, parceiros improváveis e fiéis, um conselheiro mais velho e experiente que já enfrentou perigos parecidos... São clichês que se repetem há anos e que também estão presentes em "A Lenda dos Guardiões" ("Legend of the Guardians: The Owls of Ga'Hoole", 2010).


Trailer do Filme

O filme conta a história da corujinha Soren, que depois de ouvir a vida inteira histórias das grandes batalhas dos Guardiões de Ga'Hoole, envolve-se em uma trama de proporções quase hitlerianas, quando os inimigos dos Guardiões, os Puros, começam a recrutar jovens corujas para seu exército. Algumas são "lunatizadas" -  lavagem cerebral realizada com as corujas dormindo olhando para a lua - enquanto outras viram soldados de elite, como acontece com o irmão arrogante de Soren, Kludd. Depois de fugir da clausura dos Puros, cabe a Soren encontrar os Guardiões para alertá-los sobre o perigo que vem pela frente.

E é aí que empilham-se os clichês.

Soren e seus parceiros de jornada

Soren forma sua equipe desleixada e parte em direção ao desconhecido. No meio do caminho, arranja um experiente conselheiro, que conta segredos de como dominar totalmente suas habilidades. E enfrenta seu irmão, que passou para o lado do mal, numa trama de proporções bíblicas, quase um Caim e Abel. E você fica com aquela sensação de "eu acho que já vi isso antes".

Isso é ruim? Não. Como foi dito lá no início do post, as histórias costumam assemelhar-se, até para um melhor entendimento da trama. O que acontece é que você não consome nada de novo, apenas... reciclagem. O grande mérito do filme nesse ponto é a ótica 3D: nunca corujas no cinema foram tão realistas. Cada pena, cada expressão, cada virada de cabeça que elas dão fazem acreditar que são verdadeiros animais amestrados na tela, seguindo um roteiro, como verdadeiros atores. Se peca em outros pontos, na animação 3D "A Lenda dos Guardiões" é impecável.

No resultado final, o filme é uma fábula adulta para adultos. Ao contrário dos filmes infantis recentes, não tem muitas cenas de humor, não acaba com música e personagens dançando (a única banda com uma música no filme foi, naturalmente, 'Owl City') e não poupa palavras ao falar de morte. O diretor do filme, Zack Snyder (diretor de filmes como Watchmen, 300 e o vindouro novo filme do Superman) disse que pela primeira vez seus filhos poderão ver um filme que fez. Não é pra tanto ainda, Zack...


Owl City - To The Sky (trilha sonora do filme)

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"A Lenda dos Guardiões" está sendo exibido no GNC Caxias 5, com sessões as 13h50min e 15h50min, dublado e 3D. Assista logo!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Confira a programação do último final de semana da Feira do Livro


Por Robin Siteneski

Os dias 16 e 17 são a última oportunidade para caxienses aproveitarem as promoções da 26ª Feira do Livro. Ver a praça transformada em uma rede de barracas que oferecem inúmeras opções de leitura, depois de sábado e domingo, só em 2011. Além da venda de livros novos com desconto e das sempre rentáveis garimpagens entre os usados, a Feira promove eventos neste final de semana. Confira:

Sábado – 16 de outubro

10h – Apresentação do Grupo de Câmara do Coral Municipal de Caxias do Sul, Palco Central
14h – Contação de histórias com a Profª Mônica Emmer, Palco Infantil
14h às 18h – Divulgação do Projeto Natureza Viva, Estande da Prefeitura
15h - Apresentação teatral internacional “A FABLES” do grupo francês Animatiére, Palco Central
18h – Exibição do filme Lucas, um intruso no formigueiro, Espaço do Sesi
18h – Bate-papo Sonhos – correndo atrás com Thalita Rebouças, Auditório da 26ª Feira do Livro
19h – Happy hour com Cris Oltz, Café Cultural

Domingo – 17 de outubro

10h30min – Apresentação da Banda Marcial La Salle Carmo, Palco Central
13h30min – Contação de histórias com Rita de Cássia Campos Costa, Palco Infantil
14h – Bate-papo Em busca de uma nova vida com Ana Cristina Vargas, Auditório
15h – Apresentação teatral internacional “A FABLES” do grupo Animatiére, da França, Palco Central
18h30min – Encerramento da Feira do Livro com show do compositor, pianista e cantor Francis Hime, Palco Central

Fonte: Prefeitura de Caxias do Sul
Foto: Andréia Copini/Divulgação

Livro debate mídia e violência

Por Robin Siteneski

Não são apenas livros religiosos, de auto-ajuda ou que encabeçam as listas de "Dez mais" das revistas semanais que chamam a atenção na 26ª Feira do Livro. Em meio ao que poderia ser considerado um mar de mesmice, um livro com um tema que intriga até os leitores e telespectadores casuais da mídia brasileira: o modo como a imprensa trata a violência.

Os professores da Universidade de Caxias do Sul (UCS) Marlene Branca Sólio e Dinarte Albuquerque Filho apresentaram na Praça Dante Alighieri, no dia 4 de outubro, a obra Violência: um discurso que a mídia cala. O livro, que nasceu como uma pesquisa acadêmica, mostra como a imprensa reforça estereótipos sociais ao abortar o tema da criminalidade.

Quem perdeu a sessão de autógrafos pode conferir, e adquirir, o livro na banca da Editora da Universidade de Caxias do Sul (Educs) na Feira do Livro.